Violens Ironiae (Violenta Ironia) explora a expressão e a imersão do intérprete nos sons eletrônicos por meio da improvisação dirigida. O tape consiste de sons provenientes do violão, transformados a esmo pelo autor. A parte instrumental inclui diversos módulos de improvisação e o uso de uma série de apetrechos, como prego e transferidor. Nesta gravação, foram usados também pedaços de ferro, o próprio slide, uma régua, entre outros materiais, com o objetivo de produzir uma gama diferente de sons ruidosos no violão. A peça é dedicada ao violonista Gílson Antunes, que gravou os sons da fita original usada na presente gravação e apresentou a peça pela primeira vez na II Bienal Internacional de Música Eletroacústica de São Paulo em 1997. |